E eu, pisando em paredes ácidas
E eu, comendo corrosivos cínicos
E eu, falando com mesas histéricas
E eu, deixando meus indícios mínimos
E tu, rasgando os pensamentos fúnebres
E eu, lembrando dos ditados célebres
E nós, fazendo origamis físicos
E eu, cortando meu cabelo pálido
E tu, socando nos papibaquígrafos
Os dois, correndo de medo do estático
Ninguém, olhando as expressões tão cálidas
Ninguém, ouvindo as expressões satíricas
E deus, olhando da porta da clínica
E Jó, sem dentes esperando Sílfide
E eu, na praça com meu rosto lânguido
E tu, queimando meu incenso onírico
Ninguém, olhando a fechadura tóxica
Tomé, cobrando o condomínio bíblico
José, tomando meu conhaque sírio
Meu pai, queixoso da inércia orgânica
E eu, cansada das palavras públicas
E tu, querendo um desemprego fixo
Os dois, juntando meios trapos púnicos
Quiçá, bebendo um malibú bucólico
Talvez, cansados de bombas atômicas
Talvez, querendo destruir o lúdico
Talvez, querendo desfruir o híbrido.
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